

“Quem sou eu para ficar triste? Eu devia mais é agradecer. Tenho saúde, tenho dinheiro. Quem sou eu para me queixar da vida? Eu tenho que agradecer só por estar viva. Tantas pessoas morrendo, tantas pessoas pedindo alguns minutos de vida e eu, tola, um dia pensei em me cortar para aliviar a dor. Oras, que dor? A dor de uma paixão, de uma amizade ou e notas baixas? Que pensamento frio. Milhares de pessoas passando fome, passando frio, e eu tenho a chance de todos os dias chegar em casa, ter uma comida quentinha e gostosa, ter o carinho da minha família, ter uma coberta para me cobrir e uma roupa para vestir. Chego a parecer uma pessoa insolente, mas não, isso é a realidade. Devia estar agora agradecendo aos meus pais por tudo que fizeram e fazem por mim, agradecendo o sol, que mesmo escondido atrás das nuvens sempre está ali para clarear meu dia, agradecer a natureza, por me dar frutos. Por que eu me sinto tão ingrata? Por que me sinto assim? Por que tento chegar sempre no melhor, se o melhor eu já tenho? Devia parar de me cobrar, devia parar de reclamar da vida. A minha vida é boa, olhe para mim, tenho todos os membros do meu corpo, amo e sou amada, sou bonita assim, natural assim. Quem sou eu para chorar? Tendo tantos motivos em um só dia para sorrir? Sou egoísta. Há quanto tempo não ajudo alguma senhora na rua? Há quanto tempo não faço uma boa ação? Com tantos com problemas bem piores que os meus. Com todo esse mundo precisando de ajuda. Quem sou eu para ficar triste?” (h-ollyshit)

